sábado, 8 de abril de 2017

Juíza interroga três acusados do processo "mensalão mineiro"



Os réus foram acusados de usar as empresas de publicidade para desviar verbas de eventos e favorecer campanha eleitoral


A juíza Lucimeire Rocha, da 9ª Vara Criminal, interrogou hoje mais três acusados de participar de desvio de verbas e lavagem de dinheiro para beneficiar a candidatura de E.B.A. ao governo de Minas Gerais em 1996. O crime ficou conhecido como "mensalão mineiro", e foram acusados políticos, empresários, membros do governo e publicitários.

 

M.V.F.S., C.M.P. e R.H, ouvidos hoje, fazem parte de um dos processos desmembrados e são acusados de participação como sócios das agências de publicidade DNA e SMP&B. De acordo com a denúncia, as agências foram responsáveis por quatro eventos esportivos de onde foram desviadas as verbas para a campanha do então ex governador E.B.A.

 

Outros acusados

 

Somente E.B.A. foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão pela juíza Melissa Pinheiro Costa Lage Giovanardi. O processo dele, que tinha sido desmembrado dos demais réus quando tinha foro privilegiado como senador da república, e retornou para a Justiça comum em 2015, agora está em fase de recurso da sentença no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Ele foi condenado em Primeira Instância em abril de 2016.

 

Quanto aos outros réus, o processo foi desmembrado por núcleos de participação no crime. Os outros acusados pelo crime são R.C. e L.W.L.F., que estão em um dos processos desmembrados por serem, à época dos fatos, os diretores da COMIG. Também há outro processo para o réu E.P.G.N., secretário adjunto de Comunicação Social naquela ocasião. Os três já foram interrogados e aguardam sentença. Houve, ainda, a extinção da punibilidade do acusado F.M.S., por óbito.

 

Já o réu J.A.B. teve seu processo redistribuído ao TJMG, por ter sido nomeado secretário de estado da Fazenda, fazendo jus a foro privilegiado.

 

O ex senador C.S.A que teve o foro privilegiado reconhecido quando foi senador, mas que agora, sem mandato, voltou a responder o processo na Justiça comum, aguarda recurso do TJMG que analisa se houve suspeição da juíza, quando sentenciou o ex-governador. No processo dele, falta, ainda, ouvir uma testemunha e interrogá-lo.

 

Veja a movimentação do processo 0892261-80.2016.8.13.0024)

 

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