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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Editorial: A vergonhosa PEC do Calote



São Paulo, 07/12/2009 - O editorial "A Vergonhosa PEC do Calote" foi publicado na edição de hoje (07) do jornal O Estado de S. Paulo (SP):


"Mais uma violência contra o cidadão foi cometida no Senado com a aprovação da PEC dos Precatórios, também conhecida como PEC do Calote. Na votação final, o projeto foi aceito por 54 votos a 2. O placar não deixa margem para dúvida: o empenho dos senadores em servir à ganância financeira dos governantes só tem correspondência no seu imenso desprezo pelos direitos mais elementares dos indivíduos. A proposta havia sido aprovada em 25 de novembro pelos deputados. Tinha nascido no Senado, mas foi novamente submetida à Casa de origem por ter sido alterada na Câmara. A tramitação final poderia, por sua rapidez, ser inscrita num livro de recordes.

Protocolado no dia 30, segunda-feira, o texto passou pela Comissão de Constituição e Justiça na manhã da quarta-feira. À noite foi votado em dois turnos pelo Plenário, graças a um acordo de líderes. O Brasil seria um país muito melhor, se os parlamentares cuidassem com a mesma presteza de projetos benéficos para o povo.

Especialistas estimam em cerca de R$ 100 bilhões o estoque dos precatórios de responsabilidade da União, dos Estados e dos municípios. Precatórios são débitos cobrados com base em decisões judiciais.

O valor acumulado seria muito menor, se os governantes, pelo menos nas últimas três décadas, tivessem resolvido acatar a palavra da Justiça, já que não estavam dispostos a respeitar de outra forma o direito dos cidadãos. Durante muito tempo, governadores e prefeitos desapropriaram o patrimônio de indivíduos e de famílias para a realização de obras. Não se preocuparam com o pagamento, como se pudessem apenas transferir a responsabilidade para os sucessores. Estes agiram da mesma forma. Ao mesmo tempo, acumularam-se também outros débitos, classificados como de natureza alimentícia, relativos a pensões e salários.

Os constituintes de 1988 estabeleceram condições para a liquidação dos débitos. Tentaram conciliar os interesses dos credores, desprezados por muito tempo, e as conveniências financeiras dos governos. A tentativa foi inútil porque as autoridades deixaram de realizar os pagamentos e os débitos continuaram a acumular-se.

A mais recente tentativa de solução foi a PEC 12/06, apresentada há três anos pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Mas o projeto já nasceu torto, para atender exclusivamente aos interesses dos governos caloteiros. Em sua formulação final, o projeto estabelece limites absurdamente baixos para o pagamento de precatórios. Nos Estados do Sul e do Sudeste, os governos deverão reservar pelo menos 2% da receita corrente líquida para a liquidação dos débitos. As prefeituras terão de separar 1,5%.

Nas demais regiões, os governos estaduais terão de adotar uma reserva mínima de 1,5% daquelas receitas. Para as prefeituras, a exigência será de 1%. Se governadores e prefeitos adotarem esses critérios, demorarão décadas para atender os atuais credores.

Metade das verbas destinadas ao pagamento de precatórios poderá ser usada, segundo a PEC, para acertos mediante leilões de descontos. Serão ressarcidos os credores dispostos a oferecer as maiores vantagens aos devedores. Em outras palavras, terão de renunciar a seus direitos líquidos e certos, se não quiserem deixar os créditos para seus filhos ou netos.

Muitas famílias desapropriadas podem ter simplesmente perdido a poupança de uma vida de trabalho. Detalhes como esse nunca impressionaram os governantes caloteiros. Agora a PEC do Calote abre espaço para manter esse tipo de política. "O governante poderá desapropriar imóveis e prejudicar adversários políticos, e o custo vai ficar para o bisneto dele", disse o presidente da OAB, Cezar Britto, durante manifestação contra a PEC, em maio.

A OAB, suas seccionais e cerca de 80 outras associações, várias delas formadas por juízes, marcharam naquela ocasião até o Congresso, onde entregaram um documento ao presidente da Câmara, Michel Temer. O documento mencionava não só a crueldade dos calotes, mas também a violação da ordem institucional pela desmoralização do Judiciário. Escolheram os interlocutores errados. Apesar disso, esses parlamentares pretendem ser respeitados e votados, assim como os governadores e prefeitos caloteiros."





Fonte: OAB/Federal

Linguagem Jurídica para Monografia

Audiência sobre crack


Segurança Pública terá audiência sobre crack com ministro da Saúde



Luiz Xavier
Capitão Assumção: há uma escalada no consumo da droga no País.




A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado vai realizar uma audiência pública com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, para debater a nova política do governo em relação aos usuários de crack. Ainda não há data prevista para o debate

O ministro anunciou, em outubro passado, que serão investidos R$ 110 milhões na ampliação dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) para atender a esse tipo de paciente. De acordo com o Ministério da Saúde, as ações do governo serão direcionadas para os cem maiores municípios brasileiros, além de oito na área de fronteira.

O autor do requerimento aprovado para a realização da audiência, deputado Capitão Assumção (PSB-ES), avalia que há uma escalada no consumo da droga no País. "40% hoje da classe média já está vitimada pelo uso desta droga horrível que é o crack. Precisamos saber qual é o recurso verdadeiro que vai ser investido, quais são os estados, quais são as estatísticas", disse o parlamentar.


Reportagem - Sílvia Mugnatto/Rádio Câmara/SR



Agência Câmara

Balanço: Central de Conciliação Fórum



O primeiro dia da 4ª Semana Nacional da Conciliação na Central de Conciliação do Fórum
Lafayette teve ao todo 105 audiências designadas envolvendo varas de Família, Feitos Tributários do Estado e Fazenda Pública Estadual. Foram fechados 20 acordos, o que resultou em um valor total conciliado de R$ 1.150.573,40.

Entre autores e réus, 240 pessoas participaram das audiências, além de 117 advogados, 18 conciliadores, quatro testemunhas, cinco oficiais de apoio judicial, além de quatro assistentes sociais e psicólogos. A coordenação foi do juiz Carlos Salvador Carvalho de Mesquita. “A conciliação é uma das técnicas de resolução de conflitos da qual não tenho nenhuma dúvida de que se trata de uma tendência crescente não só na nossa comarca, como em toda Minas Gerais e no Brasil”, destaca o magistrado.

Na área de família, que é a de maior atuação da Central de Conciliação do Fórum Lafayette, são agendadas, normalmente, 420 audiências por semana, sendo 84 por dia. O percentual de acordo chega a 60%, índice que vem se mantendo estável desde o início de funcionamento da Central, em setembro de 2002. “O número pode ser considerado muito satisfatório, já que um número razoável de processos termina aqui, via acordo”, ressalta Carlos Salvador.

Na Central de Conciliação, as audiências são conduzidas por um conciliador (estudante de psicologia ou direito), que trabalha sob assistência de um psicólogo ou assistente social. Quando é necessário, o juiz, que exerce função técnica de orientação e coordenação da Central, pode atuar nas audiências. Segundo o juiz Carlos Salvador, isso acontece, geralmente, quando surge um problema de maior gravidade.



Assessoria de Comunicação Institucional - Ascom
Fórum Lafayette
(31) 3330-2123
ascomfor@tjmg.jus.br



Portal TJMG

Biocombustíveis


Brasil leva debate sobre biocombustíveis para reunião da ONU sobre clima



Sob o tema Bioenergia e Mudança do Clima, o governo brasileiro promove nesta terça-feira (8/12), em Copenhague (Dinamarca), evento paralelo à Conferência da ONU sobre Clima (COP 15) mostrando as muitas vantagens dos biocombustíveis brasileiros. O evento tem por objetivo esclarecer questões relacionadas à bioenergia enquanto fonte energética de baixa emissão de gases causadores do efeito estufa. Especialistas e cientistas dedicados ao tema oferecerão respostas aos principais negociadores da COP 15, contribuindo com informações consistentes para servir de base ao processo negociador. Além do Brasil, foram convidados para este segmento os chefes de delegação dos Estados Unidos e da Suécia, países desenvolvidos com posições de vanguarda sobre o tema.

O evento será presidido pelo subsecretário-geral de Energia e Alta Tecnologia, embaixador André Mattoso Maia Amado, e contará com a participação do diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais, embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, chefe da delegação brasileira à COP 15 nesse momento. Já o painel de especialistas será moderado pelo diretor do Departamento de Energia, ministro André Aranha Corrêa do Lago. Como especialistas, foram convidados: Ricardo Dornelles, diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME); Melinda Kimble, vice-presidente sênior e responsável pela Iniciativa Internacional de Bioenergia da Fundação da ONU; José Domingos Gonzalez Miguez, secretário-executivo da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima; e Thelma Krug, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Para que os cidadãos interessados em acompanhar os debates da reunião da ONU sobre mudanças climáticas, o governo brasileiro colocou no ar uma página com documentos sobre a posição brasileira em relação ao tema e notícias da conferência em Copenhague – clique aqui. O site também tem perfil no twitter – @cop15brazil.


Artigos relacionados



Silêncio do credor não enseja a extinção da execução



A intimação pessoal do credor revela-se obrigatória para que, em caso de inércia, presuma-se satisfeita a dívida objeto de execução, ensejando a extinção do feito. Com esse entendimento, a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça rejeitou recurso interposto pela União contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).

De acordo com os autos, em 1992 o contribuinte ajuizou ação de repetição de indébito [devolução de valores pagos indevidamente] contra a Fazenda Nacional referente a empréstimo compulsório incidente sobre aquisição de veículo. O pedido foi julgado procedente e a União condenada a restituir a importância recebida, convertida em cruzados novos, acrescida de correção monetária e juros de 1% ao mês, a partir do trânsito em julgado do acórdão.

A conta de liquidação foi homologada em 1994, e o alvará de levantamento da quantia expedido em 1996. Diante da ausência de manifestação do contribuinte sobre o prosseguimento do feito, o Tribunal de Justiça de São Paulo considerou a obrigação do devedor satisfeita e extinguiu sua execução.

Em sede de apelação, o TRF3 anulou a sentença sob o fundamento de que o levantamento do depósito por si só não equivale à quitação integral do débito, nem o silêncio do credor implica em quitação ou renúncia do crédito a ensejar a extinção da execução.

Assim, o TRF3 determinou o retorno dos autos ao Juízo de origem para o processamento da execução. A União recorreu ao STJ alegando violação aos artigos 794, inciso I, e 795 do código de Processo Civil (CPC). Sustentou que o silêncio do contribuinte caracterizou a presunção da integral satisfação da obrigação e a correta extinção da execução.

Segundo o relator do recurso no STJ, ministro Luiz Fux, a inocorrência da intimação pessoal do exequente para se pronunciar sobre o despacho que determinou a expedição do alvará de levantamento do depósito judicial e sobre a quitação da obrigação, no prazo de 10 dias, afasta a extinção da execução prevista no artigo 794, I, do CPC.




Coordenadoria de Editoria e Imprensa

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Conciliação: 17 mil audiências agendadas



A Semana da Conciliação em Minas, que começa hoje, 7 de dezembro, já conta com mais de 17 mil audiências agendadas na Justiça Comum e nos Juizados Especiais. Participam também do movimento, os Juizados de Conciliação, as Centrais de Conciliação e a Central de Conciliação de Precatórios do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

As audiências de conciliação são realizadas durante todo o ano no Judiciário. No entanto, há ocasiões em que o esforço é intensificado, como aconteceu em setembro, em que foram conciliados processos distribuídos até dezembro de 2005, conforme meta estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e, agora, em dezembro. Este ano, 151 comarcas mineiras aderiram à Semana da Conciliação, envolvendo 300 varas judiciais.

A Semana em Minas foi aberta na última sexta-feira, 4 de dezembro. Na programação, coletiva com a imprensa com a participação do presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desembargador Sérgio Resende, e do juiz Paulo Tamburini, conselheiro do CNJ, e assinatura de convênio com o Executivo para agendamento de audiências do Juizado de Conciliação nas Unidades de Atendimento Integrado (UAI).

A conciliação é um meio amigável de resolver os conflitos. As decisões cabem aos envolvidos, e o conciliador atua como facilitador do acordo. Com a conciliação, evita-se o confronto na Justiça, que pode gerar processos caros e demorados. Já é a 4ª vez que o Tribunal de Minas participa do Movimento Nacional pela Conciliação, idealizado pelo CNJ.


Assessoria de Comunicação Institucional - Ascom
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TJMG - Notícias
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domingo, 6 de dezembro de 2009

Pesquisa de jurisprudência

 
Ferramenta imprescindível ao bom advogado


No último ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) registrou 93 milhões de consultas em sua página de pesquisa. Este ano, o resultado não deve ser menor. São contabilizados 300 mil acessos diários, provenientes de todos os cantos do mundo. Gente que busca os mais variados temas, com especial relevância para aqueles que ganham espaço na mídia ou para os relacionados à satisfação das próprias demandas.

Assuntos às vezes muito pesquisados, como uma decisão relativa a um plano econômico ou sobre assinatura básica de telefonia fixa ou ainda questões muito peculiares, como indenização por dano moral. "Tudo é muito sazonal em pesquisa", observa a Assistente da Coordenadoria de Pesquisa e Análise Comparativa, Ana Cristina Farias Nogueira. "E as demandas são infinitamente amplas". São estudantes, juristas, acadêmicos, magistrados, e, principalmente, advogados interessados em conhecer a jurisprudência do Tribunal.

Conhecer as ferramentas de pesquisa facilita de forma notória a vida do profissional, especialmente daqueles que precisam ingressar na Justiça para pleitear uma causa ou que precisam da jurisprudência no dia a dia. É o que assegura o professor de Direito Leonardo Simões. "Tenho muita familiaridade com a página do STJ e sempre encontro o que busco", elogia. A última pesquisa de Leonardo Simões foi relativa a uma súmula sobre fundamentação de despacho nos crimes falimentares e, com poucos cliques, teve o resultado em mãos.

Pesquisa também é essencial para o ministro aposentado do extinto Tribunal Federal de Recursos (TFR) e advogado há mais de 15 anos Carlos Thibau. "O profissional tem que explorar bem tanto a jurisprudência quanto a doutrina para cumprir bem o seu ofício", assinala. Sua última pesquisa envolveu o tema ação rescisória: violação literal à disposição da lei ou erro de fato. "Com a visão comprometida pela idade, acabo fazendo poucas pesquisas na internet". Prefere fazer suas pesquisas junto ao próprio setor de jurisprudência.

O susto de quem começa a conhecer a página

Num primeiro momento, a reação ao contato com uma página de pesquisa pode ser de susto, mas a navegação na página de pesquisa do STJ é altamente intuitiva, como assegura o assessor do Gabinete da Secretaria de Jurisprudência, Luiz Pedro De Rossi Júnior.

Em 2005, segundo ele, o Supremo Tribunal Federal (STF) instituiu uma comissão para uniformizar as páginas de pesquisa dos tribunais superiores e, a partir da página do STJ, foram adotados alguns parâmetros que permitiram o resgate de informações de forma mais precisa para o usuário. Hoje, quem domina as ferramentas de pesquisa da página de um destes tribunais tem facilidade para pesquisar em outras, embora cada um trabalhe de acordo com suas necessidades.

As ferramentas de pesquisa desenvolvidas pelo STJ são bem simples e similares a outros serviços de pesquisa oferecidos por buscadores como Google e Yahoo. Também foram desenvolvidos campos específicos com o objetivo de economizar o tempo do usuário, permitindo pesquisas por órgão julgador, nomes de ministros, datas e legislação.

Não é preciso conhecer todas as ferramentas do STJ para realizar uma pesquisa satisfatória, embora elas facilitem o resultado. Na página do STJ, há as opções "ajuda" e "ativar explicações", que auxiliam o usuário no aprimoramento da pesquisa.

Além da pesquisa on line, o STJ também oferece atendimento por e-mail e presencial. "As pesquisas que vêm para nós geralmente têm um grau maior de complexidade", assinala Rossi. "São encaminhadas depois que o usuário já tentou uma pesquisa, mas quer se assegurar que não há mesmo precedentes na Casa sobre aquele tema". Também são recebidas cartas de presos com dúvidas precisas sobre a aplicação da lei penal ao caso concreto. "Eles trazem frequentemente dúvidas com bastante propriedade".

Duas coordenadorias unidas com um só objetivo

A Secretaria de Jurisprudência tem ao todo 65 servidores, sendo 60 bacharéis em Direito. Oito deles estão voltados exclusivamente ao atendimento do cidadão. Está dividida em duas coordenadorias; uma de Pesquisa e Análise Comparativa e outra de Classificação e Análise de Jurisprudência. "Há de se lembrar que a própria missão do Tribunal é uniformizar a jurisprudência", assinala Ana Cristina, ou seja, uniformizar o conjunto das decisões e interpretações dos diversos tribunais. "E é para isso que a Secretaria se empenha".

Em linhas gerais, a Coordenadoria de Pesquisa e Análise Comparativa realiza pesquisas e faz estudos para levantamento das decisões dissonantes na Casa. A Coordenadoria de Classificação e Análise de Jurisprudência, por sua vez, é a responsável pela organização da base na qual são feitas as pesquisas. Aqui é onde realmente acontece o fluxo de tratamento da informação, para que o usuário, interno ou externo, possa acessar os dados que deseja. "Todas as informações que podemos colocar para facilitar a vida do pesquisador estão na página", assinala Ana Cristina.

A base de pesquisa de jurisprudência é atualizada sempre que ocorre a publicação dos acórdãos. Assim, decisões recentes, extraídas da página de notícias do Portal do STJ, por exemplo, ou publicadas nos Informativos de Jurisprudência ou que contenham a informação "resultado do julgamento" no andamento processual só estarão disponíveis para pesquisa de jurisprudência depois de publicadas no Diário de Justiça Eletrônico.

O desabafo do cidadão

As solicitações de pesquisas vêm muitas vezes atreladas a pedidos de consultoria jurídica, a oferecimento de denúncias ou a críticas do cidadão. Gente que comove os atendentes com situações dramáticas ou que relatam circunstâncias muito semelhantes a casos já julgados e pedem opinião sobre a aplicação da lei no caso concreto. "Não podemos manifestar nossa opinião, porque, além de não ser nossa atribuição, existem órgãos públicos e profissionais competentes para processar ações judiciais e denúncias", afirma o servidor da jurisprudência Luiz Pedro Rossi.

Geralmente, o contato do usuário com pedido de consultoria ou denúncia ocorre em todos os canais do Tribunal. O setor de jurisprudência costuma sugerir que o usuário entre em contato com a Defensoria Pública dos estados ou da União ou até mesmo com o Ministério Público ou os órgãos competentes. "O Embora nosso trabalho seja levar o posicionamento do Tribunal sobre determinada matéria não podemos deixar o usuário sem resposta, por isso informamos os contatos com os órgãos competentes", reitera Rossi. As solicitações são atendidas em, no máximo, 48 horas úteis.

Segundo Ana Cristina, o desabafo do usuário é muito importante, mesmo que o Tribunal não possa atender de forma plena a insatisfação do cidadão. "Eu vejo a participação das pessoas de forma muito relevante", assinala. "Nós, como Tribunal da Cidadania, procuramos resolver da melhor forma a vida das pessoas lá fora, deixando todos os canais abertos para que os usuários se sintam à vontade. E é essa liberdade que lhes dá segurança para apresentar seu desabafo".

A solicitação de pesquisa também vem muitas vezes atrelada ao pedido de inteiro teor da decisão. O texto integral dos relatórios e dos votos dos ministros que participaram do julgamento só está disponível depois de publicados no Diário de Justiça Eletrônico e pode ser obtido, se antigos, pelos links Inteiro Teor do Acórdão e Íntegra de Acórdãos. Os mais recentes estão disponíveis no link Revista Eletrônica da Jurisprudência.

Dicas de como pesquisar em jurisprudência estão no link: www.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/SOS_simplificado.jsp.



Coordenadoria de Editoria e Imprensa

STJ



Editorial: Calote oficial


Curitiba (PR), 06/12/2009 - O editorial "Calote Oficial" foi publicado na edição de hoje (06) do jornal Gazeta do Povo (PR):


"O Senado aprovou esta semana, em última votação, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que fixa novas regras para pagamento de precatórios, dívidas governamentais decorrentes de decisões judiciais. A proposta, que agora será promulgada pelo Congresso Nacional, guarda aparência de decisão justa ao determinar que pelo menos 50% dos recursos reservados aos precatórios sejam destinados ao pagamento em ordem cronológica, com base na data determinada pela Justiça e ao especificar que dívidas decorrentes de ações envolvendo natureza alimentícia ou aquelas em que os credores sejam idosos ou portadores de doença grave terão prioridade no recebimento.

Num julgamento rápido, seria o caso de se questionar a razão que leva tantas entidades representativas da magistratura e da advocacia como a Ordem dos Advogados do Brasil, a Associação Brasileira dos Magistrados e a Associação dos Juízes Federais a se opor à proposta e até a denominá-la PEC do Calote .

Uma análise mais detalhada mostra que as entidades estão cobertas de razão. Tomemos como exemplo a sistemática de leilão de créditos, pela qual, ao menos em relação a uma parte dos valores, passarão a ter preferência de recebimento os credores que venham a conceder o maior deságio de seu crédito à Fazenda Pública.

Isoladamente e estivessem os pagamentos em dia, a ideia até poderia ser razoável e interessante. Todavia, diante do cenário de não pagamento ou de longo parcelamento, o mecanismo do leilão se torna algo desleal e quase que forçoso para um significativo número de pessoas. A lógica é a seguinte: o poder público não paga ou propõe um parcelamento infindável. Com isso, o credor se vê forçado a dar um bom desconto. É isso ou correr o risco de chegar ao fim da vida sem o pagamento.

Trata-se de um recurso abominável, especialmente por partir justamente de quem deveria dar exemplo. Em um país como o nosso, com graves problemas sociais, essa proposta atenta contra o princípio da dignidade humana, contra o instituto do direito adquirido e ainda contra os princípios da legalidade, da igualdade, da moralidade e da segurança jurídica.

É preciso ter em conta que o precatório judicial constitui título representativo de dívida certa. Seu pagamento não pode ser visto como um gesto de bondade do poder público. Apesar disso, a proposta de emenda constitucional, dentre outros aspectos bastante graves e discutíveis, amplia vergonhosamente os prazos de pagamento dos valores devidos pela Fazenda Pública (estadual, municipal ou distrital) por meio dos chamados precatórios.

Os precatórios nada mais são do que requisições de pagamento encaminhadas pelo Poder Judiciário ao Poder Executivo. Quando a Fazenda Pública é derrotada em um processo judicial, o credor requer ao Judiciário o pagamento do valor que lhe é devido. Apresentado o precatório até o dia 1º de julho de cada ano, a Fazenda Pública teria a obrigação de quitar o débito até o último dia do exercício imediatamente seguinte, observada a ordem cronológica dos requerimentos.

Como sabemos, essa regra é letra morta para os entes públicos. Dá-se justamente o oposto da prevista celeridade: pessoas físicas e jurídicas esperam longos anos até receber aquilo que lhes é de direito. E a sistemática ganhou respaldo com a Constituição, pois os pagamentos das dívidas pendentes à época de sua promulgação, em 1988, foram parcelados em oito anos. Em 2000, com a Emenda Constitucional de n.º 30, os pagamentos pendentes na ocasião, bem como os pagamentos de ações judiciais ajuizadas até 31 de dezembro de 1999, foram todos parcelados em até dez anos. Com a decisão agora tomada pelo Congresso, o calote ganha ainda mais prazo.

Será facultado aos estados, ao Distrito Federal aos municípios parcelar suas dívidas em até 15 anos, ou, ainda, em absurda possibilidade, optar por depositar apenas um determinado porcentual de sua receita corrente líquida , sem prazo máximo determinado para o pagamento total das suas dívidas.

Esse conjunto indica que os credores do poder público serão pagos, com sorte, em 15 anos. Mas caso o seu devedor tenha optado pelo regime de pagamento com base em porcentual de receita corrente líquida, o parcelamento pode se prorrogar por décadas.

Em suma, o Congresso acaba de dar seu aval a um conjunto de regras que mudam no meio do jogo, dão amplas possibilidades ao poder público e nenhum recurso ao cidadão. É o oposto do que deve prevalecer no Brasil que queremos."



Fonte: OAB/Federal




sábado, 5 de dezembro de 2009

Prescrição

Obama se compromete a tomar medidas sólidas para aumentar emprego



 Washington, 5 dez (EFE)
.- O presidente americano, Barack Obama, se comprometeu hoje a tomar medidas para gerar emprego e dar "solidez" à economia a longo prazo.Em seu discurso dos sábados, Obama se mostrou otimista depois que o Departamento de Trabalho informou esta semana de uma leve queda da taxa de desemprego em novembro, que passou de 10,2% para 10%.

O presidente reconheceu que, para quem foi despedido no mês passado e os milhões de americanos que perderam o emprego nesta recessão, "uma boa tendência não é suficiente".

Por isso, se comprometeu a tomar medidas que deem "solidez" à economia "a longo prazo", destinadas a gerar emprego e escorar a economia americana, para que o país não se volte "para enfrentar uma crise como esta".

O presidente assinalou que, graças à Lei para a Recuperação e às medidas que tomou seu Governo, a economia já não enfrenta o "colapso potencial" de seu sistema financeiro, nem uma perda de 700 mil empregos ao mês, e está crescendo pela primeira vez em um ano.

No entanto, durante uma recessão "inclusive quando há crescimento econômico", a geração de emprego é mais lenta, disse Obama, manifestando sua decisão "a fazer todo o possível para acelerar" o progresso dos EUA de modo que volte a ter um aumento de empregos.

Na próxima semana ele vai divulgar uma série de medidas adicionais para acelerar a geração de postos de trabalho e a contratação.

Entre as empresas que sobreviveram à crise "em vez de contratar, muitas estão pedindo a seus empregados que trabalhem mais horas ou estão usando trabalhadores temporários", disse Obama.

Neste sentido, assegurou que vai continuar apostando na reforma do sistema sanitário, na melhora da educação e na independência energética baseada na energia limpa, como motor dos "empregos do futuro".


EFE elv/ma


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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

PRISÃO PREVENTIVA. PERICULOSIDADE.


Cuida-se de habeas corpus impetrado em favor do paciente que estaria utilizando sua clínica para abusar da sua condição de renomado médico geneticista e constranger suas pacientes a degradantes atos de conotação sexual. Ele foi acusado de ser o autor de mais de 56 crimes de estupro. Inicialmente, advertiu o Min. Relator que se busca, no remédio heróico, unicamente, a revogação da prisão preventiva decretada. O único objetivo do writ é a verificação da presença dos requisitos autorizadores da segregação cautelar. Não está em discussão o mérito da ação penal movida pelo Parquet. Diante disso, a Turma, por maioria, denegou a ordem ao argumento de que a prisão preventiva pode ser decretada como forma de garantia da ordem pública, desde que a gravidade concreta dos fatos narrados na denúncia possa denotar a periculosidade acentuada do paciente. Exsurgindo da decisão combatida que o paciente, em tese, teria praticado graves crimes contra a liberdade sexual, sua segregação cautelar encontra-se justificada em razão da evidenciada gravidade dos fatos em apuração. O afastamento cautelar do paciente do exercício da medicina por órgão administrativo não afasta, per si, a periculosidade invocada no decreto atacado. É dizer, por tudo o que consta na decisão, que o paciente é uma pessoa perigosa e não somente um médico perigoso. Assim, persiste o risco de que, caso solto, volte a praticar novos delitos. Precedentes citados do STF: HC 98.376-SC, DJe 16/10/2009; HC 99.929-SP, DJe 9/10/2009; HC 90.726-MG, DJ 17/8/2007; HC 89.266-SC, DJ 29/6/2007; do STJ: RHC 6.802-PR, DJe 16/2/1998; HC 141.605-RJ, DJe 3/11/2009, e HC 124.531-MG, DJe 9/11/2009. HC 148.988-SP, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 24/11/2009.




RECURSO REPETITIVO. SIGILO BANCÁRIO. AUTORIZAÇÃO.


 No recurso representativo de controvérsia (art. 543-C do CPC e Res. n. 8/2008-STJ), a Seção reiterou que a quebra do sigilo bancário sem prévia autorização judicial, para fins de constituição de crédito tributário não extinto, é autorizada pela Lei n. 8.021/1990 e pela LC n. 105/2001, normas procedimentais de aplicação imediata. Com efeito, o art. 145, § 1º, da CF/1988 faculta à administração tributária, nos termos da lei, criar instrumentos ou mecanismos que lhe possibilitem identificar o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte, respeitados os direitos individuais, especialmente para conferir efetividade aos princípios da pessoalidade e da capacidade contributiva.  Destarte, o sigilo bancário não tem caráter absoluto, cedendo ao princípio da moralidade, aplicável, de forma absoluta, às relações de direito público e privado e, ainda, devendo ser mitigado nas hipóteses em que as transações bancárias denotam ilicitude, porquanto não pode o cidadão, sob o alegado manto de garantias fundamentais, cometer ilícitos. Em que pese o direito adquirido de obstar a fiscalização tributária, ele não subsiste frente ao dever vinculativo de a autoridade fiscal proceder ao lançamento de crédito tributário não extinto.  No caso, a autoridade fiscal pretende utilizar dados da CPMF para apuração do imposto de renda (1998), tendo instaurado procedimento administrativo, razão pela qual merece reforma o acórdão regional. Precedentes citados: EREsp 806.753-RS, DJe 1º/9/2008; EREsp 726.778-PR, DJ 5/3/2007; EREsp 608.053-RS, DJ 4/9/2006; AgRg nos EREsp 863.702-RN, DJe 27/5/2009; AgRg no Ag 1.087.650-SP, DJe 31/8/2009; AgRg no REsp 1.078.878-SP, DJe 6/8/2009; AgRg no REsp 1.084.194-SP, DJe 26/2/2009; EDcl no AgRg nos EDcl no AgRg no REsp 805.223-RS, DJe 24/11/2008; EDcl no AgRg no REsp 950.637-MG, DJe 21/5/2008, e AgRg nos EDcl no REsp 970.580-RN, DJe 29/9/2008. REsp 1.134.665-SP, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 25/11/2009.




Papai Noel dos Correios - TJMG

Pegue uma cartinha e faça uma criança feliz neste Natal!


A 1ª e a 2ª Instâncias do TJMG, em parceira com os Correios, fazem parte da campanha solidária "Papai Noel dos Correios".

Para participar, magistrados e servidores deverão retirar uma cartinha nos locais credenciados e entregar o presente nos postos de recolhimento do TJMG.

Informe-se em sua comarca ou na sua unidade de trabalho e fique de olho no prazo para o apadrinhamento.

O PROJETO
PROCEDIMENTOS PARA APADRINHAMENTO
APADRINHAMENTO NA CAPITAL
APADRINHAMENTO NO INTERIOR
NOTÍCIAS
MAIS INFORMAÇÕES


Armínio Fraga vê "máquina de bolhas" na economia global



NOVA YORK, 4 de dezembro (Reuters)
- A "máquina de bolhas" da economia mundial continua funcionando enquanto os formuladores de política econômica lutam contra a recessão com políticas fiscais e monetárias fáceis, disse o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, na quinta-feira. Fraga, que também é presidente do conselho da BM&F Bovespa, acrescentou que as preocupações sobre a sustentabilidade da política fiscal em países desenvolvidos precisam ser administradas para evitar crises futuras. Ele disse que os juros em recorde de baixa em muitos países desenvolvidos também estão ajudando a criar um excesso de liquidez para as economias emergentes que não foram tão afetadas pela crise.

"De muitas formas ainda temos uma máquinas de bolhas. Estamos tratando uma bolha com uma bolha", disse ele a jornalistas em Nova York antes de uma reunião do G30.

Fraga defendeu a estratégia do governo brasileiro de combater a recessão com gasto público, mas acrescentou que agora que a economia está se recuperando pode ser o momento de a política fiscal "tirar o pé do acelerador".

Isso abriria espaço para o banco central reduzir mais o juro, segundo ele, e "seria uma forma muito eficiente de conter a apreciação do real".

O real se valorizou em mais de 30 por cento até agora nesta ano, ameaçando exportadores, apesar de medidas do governo para conter fluxos "especulativos" externos.


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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

TV discute sobre pensão alimentícia


O Justiça em Questão desta semana vai falar sobre pensão alimentícia. Existem diversas situações em que a Justiça obriga uma pessoa a pagar um valor mensal para suprir necessidades básicas de outra pessoa como moradia, alimentação, educação, vestuário, saúde e lazer. Mas a pensão alimentícia não existe só para o pagamento de pai para filhos. Avós, ex-maridos e empresas muitas vezes são obrigados pela Justiça a fazer esse pagamento. A prisão pelo não pagamento de pensão também é um assunto polêmico. Todos esses tipos de pensão alimentícia serão discutidos no programa que estreia hoje às 21h na TV Comunitária (canal 6 - Net). No sábado, dia 5, o programa vai ao ar às 12h30 na TV Horizonte (canal 19 - UHF) e às 16h30 na TV Justiça (canal 7 Net e 117 Sky).

A repórter Letícia Lima destaca na primeira reportagem do programa o tipo de pensão alimentícia mais comum que é destinada de pais para filhos. Como se calcula o valor da pensão e até que idade se deve pagá-la aos filhos são assuntos esclarecidos nesta reportagem. A repórter Lígia Tolentino mostra na segunda reportagem do programa dois tipos diferentes de pensão: a pensão alimentícia por morte e a pensão paga pelos filhos aos pais idosos. Esta reportagem conta o caso de uma idosa que recorreu à Justiça para receber pensão alimentícia de seus dois filhos e de uma senhora, que após perder o marido em um acidente, conseguiu na Justiça pensão para ela e os filhos.

Desde 2008 as grávidas podem contar com a regulamentação da lei para cobrir despesas adicionais do período da gravidez, como assistência médica, internações, medicamentos e parto. E quem paga essas despesas é o suposto pai. É a chamada ação de alimentos gravídicos que também será um dos assuntos discutidos no programa.

No estúdio, o apresentador Marcelo Almeida recebe o juiz da 5ª Vara de Família de Belo Horizonte, Clayton Resende e a advogada, doutora em Direito de Família e membro da Comissão de Direito de Família da OAB, Ana Carolina Brochado.


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Coletiva abre Semana da Conciliação


Coletiva com a imprensa nesta sexta-feira, 4 de dezembro, marca a abertura da 4ª Semana da Conciliação do Tribunal de Justiça. Concede entrevista coletiva à Imprensa, às 10h, no auditório do Anexo II, rua Goiás, 253, 3º andar, o presidente do TJMG, desembargador Sérgio Resende. Dados sobre o movimento da conciliação no Estado, bem como os benefícios do acordo para a Justiça serão apresentados.


Também nesse dia, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e o Governo de Minas assinam convênio para agendamento de audiências do Juizado de Conciliação nos Postos PSIU/UAI. A solenidade será às 18h30, no auditório do Anexo I, rua Goiás, 229, com a presença do juiz Paulo Tamburini, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e da secretária de Estado de Planejamento, Renata Vilhena, dentre outras autoridades. A iniciativa vai permitir que interessados em evitar processos judiciais e resolver conflitos de forma gratuita e rápida agendem audiências nos Postos PSIU/UAI. Na oportunidade, os conciliadores dos Juizados de Conciliação, que trabalharam voluntariamente durante o ano de 2009, serão homenageados.

O ponto forte da Semana da Conciliação serão os mutirões de audiências, a serem realizados de 7 a 11 de dezembro, em Belo Horizonte e nas comarcas do interior. Cerca de 131 comarcas, envolvendo 214 varas, já aderiram ao movimento idealizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além da Justiça Comum, participam da Semana as Centrais de Conciliação, os Juizados Especiais, os Juizados de Conciliação e a Central de Conciliação de Precatórios (Ceprec) do TJMG. Mais de 11 mil audiências já foram agendadas na Justiça Comum e nos Juizados Especiais.


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Brasil Telecom S/A é condenada

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PEC do Divórcio

A chamada PEC do Divórcio esteve na pauta de ontem (02/12), para votação em primeiro turno pelo plenário do Senado. No dia 25/11 ocorreu a 5ª e última sessão para discussão da matéria.


A expectativa do IBDFAM, idealizador do projeto, é positiva. Caso o Senado acompanhe a votação da Câmara dos Deputados, em breve os brasileiros poderão requerer divórcio, sem necessidade de cumprir um ano de separação judicial ou dois anos de fato. A PEC do Divórcio, como ficou conhecida, dá nova redação ao parágrafo sexto do artigo 226 da Constituição Federal, que dispõe sobre a dissolubilidade do casamento civil pelo divórcio.


A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi aprovada pela Câmara dos Deputados, em primeiro turno, no dia 20 de maio de 2009, com 375 votos favoráveis. Na votação em segundo turno, ocorrida em 2 de junho, a proposta recebeu 315 votos a favor, 88 contrários e 5 abstenções.




Fonte: IBDFAM
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Seguros ambientais contra a mudança climática


John Nash


Cristina Canoura - Terramérica/IPS/Envolverde


Um seguro de risco compartilhado para catástrofes no Caribe poderia constituir-se em modelo de estratégia coletiva para enfrentar desastres naturais causados pela mudança climática, disse John Nash, principal economista do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe. Nash foi um dos especialistas ouvidos pelo Terramérica para a elaboração do “Primeiro informe regional sobre mudança climática - América Latina diante dos efeitos irreversíveis de um planeta mais quente”, apresentado este mês em Montevidéu.


A seguir um resumo dessa entrevista.

Há planos regionais de contingência ou sistemas de alerta para abordar os eventos climáticos extremos na região?


+LEIA MAIS...


Fonte: Carbono Brasil
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Fabricar ou distribuir videogames ofensivos pode se tornar crime


A Comissão de Educação (CE) aprovou projeto (170/06), de autoria do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que torna crime fabricar, importar ou distribuir jogos de videogames ofensivos “aos costumes e às tradições dos povos, aos seus cultos, credos, religiões e símbolos”.


O projeto altera a lei 7716/89, equiparando a divulgação de conteúdo discriminatório por meio dos videogames ao crime de preconceito previsto no artigo 20 da lei, com pena de um a três anos de reclusão.


“Alguns jogos têm passado de brincadeiras de mau gosto, sendo arsenal de propaganda e doutrinação contra determinadas culturas, não sendo possível confundir liberdade de expressão dos jogos com culto à anarquia, desrespeito à imagem e honra das pessoas e aos cultos com suas liturgias”, alerta o parecer do relator Valter Pereira (PMDB-MS).


O projeto segue para votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em decisão terminativa.


Referência: PL 170/06



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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Conjur - Ministros do STF discutem jurisprudência em evento na Aasp

A Associação dos Advogados de São Paulo (Aasp) e o Instituto Victor Nunes Leal promovem, na próxima sexta-feira (4/12), encontro com os ministros Ricardo Lewandowski e Eros Grau. O evento, que é aberto ao público, foi denominado Diálogos sobre a jurisprudência constitucional brasileira e contará também com a presença do ex-ministro Sepúlveda Pertence e dos advogados Luis Roberto Barroso; Fernando Dias Menezes de Almeida e Pedro Gordilho.

Veja programação:

Data: 4 de dezembro 2009, sexta-feira

11h00 - Abertura
Ministro Sepúlveda Pertence
Dr. Fábio Ferreira de Oliveira

11h30
Tema: A reforma no Judiciário e as súmulas vinculantes
Ministro Ricardo Lewandowski (expositor)
Dr. Luis Roberto Barroso (debatedor)

15h00
Tema: Os regulamentos, a interpretação do Direito e o pensamento de Victor Nunes Leal
Ministro Eros Grau (expositor)
Dr. Fernando Dias Menezes de Almeida (debatedor)
Dr. Pedro Gordilho (Presidente da mesa)

Local: Associação dos Advogados de São Paulo
Endereço: Rua Álvares Penteado, 151 – Centro – São Paulo (SP)
Informações: (11) 3291-9309
Site: www.aasp.org.br

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Scalia in Lawyer Free Speech Case: Constitution Doesn’t Ban Stupid Laws

Justice Antonin Scalia and Chief Justice John G. Roberts Jr. appeared to differ yesterday during oral arguments on whether a restriction on bankruptcy advice violates lawyers’ First Amendment rights.

A small Minnesota law firm is challenging the 2005 law that prohibits debt relief agencies from advising clients to "incur more debt" if they are contemplating filing for bankruptcy. The New York Times, the Washington Post and the National Law Journal covered the arguments.

“It’s a stupid law,” Scalia said. “Where is the prohibition of stupid laws in the Constitution?”

Roberts, however, said the law’s goal of preventing bankruptcy abuse may affect lawyers giving prudent legal advice. “It seems to me that a lawyer trying to give correct, legal, ethical advice has got to pause before every sentence” and worry about legal violations, he said.

The case is Milavetz, Gallop & Milavetz v. United States. The Milavetz firm challenging the law has 10 lawyers and is located in the Minneapolis suburb of Edina, the National Law Journal reports. It handles bankruptcy, personal injury, family law, workers’ compensation and criminal defense. Name partner Robert Milavetz is a former legal aid lawyer who has taken on First Amendment cases since he first opened his practice in 1963.

"I've won over 100 First Amendment cases, including the first where a jury in a criminal case found hard-core pornography protected under the First Amendment,” Milavetz told the NLJ.

Prior coverage:

ABA Journal: “A Debt-Defying Act”

ABAJournal.com: “ABA Brief Says Lawyer Advice Shouldn’t Be Restricted by Bankruptcy Law”

ABAJournal.com: “Supreme Court to Consider Bankruptcy Law Restriction on Legal Advice”

ABAJournal.com: “8th Circuit: Bankruptcy Provision Violates Lawyer Free Speech Rights”

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Processo motivado por leilão é extinto



O juiz da 4ª Vara Cível de Belo Horizonte, Jaubert Carneiro Jaques, extinguiu uma ação ajuizada pela Associação dos Leiloeiros do Estado de Minas Gerais (Alemg), que impetrou mandado de segurança contra a presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), Andréa Neves da Cunha.



Segundo a Alemg, a presidente do Servas estaria realizando um leilão em desacordo com a legislação em vigor. A associação afirmou que o anúncio do leilão foi publicado com apenas três dias de antecedência, "com o objetivo de dificultar as providências judiciais cabíveis". Alegou ainda que houve omissão quanto ao nome do leiloeiro responsável.

A impetrante pediu que fosse concedida liminar para determinar o cancelamento do leilão e que a presidente do Servas expedisse ofício à Junta Comercial de Minas Gerais, com um pedido de designação de leiloeiro para realizar o evento.

A impetrada respondeu dizendo que o Servas age em conformidade com a legislação e que "a prestação de serviços de leiloeiro foi contratada através do processo de licitação carta-convite" (modalidade simplificada de licitação, na qual convidam-se no mínimo três interessados de determinado ramo a apresentar propostas de serviços).

Por fim, argumentou que há uma carência de ação e que o mandado de segurança em questão é indevido, sem fundamento. Como o objetivo do mandado seria o cancelamento do leilão, que acabou sendo realizado com o indeferimento da liminar, foi alegada também a perda do objeto da ação. Isso seria motivo, na visão da presidente do Servas, para a extinção do processo, sem julgamento de mérito, entendimento do qual compartilhou o Ministério Público.

Diante do exposto, o juiz, citando uma decisão de instância superior, também entendeu que "houve a perda do objeto do mandado de segurança". Sendo assim, o processo foi extinto sem julgamento de mérito.

Essa decisão, por ser de 1ª Instância, está sujeita a recurso.



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Processo nº: 0024.09.589.016-6

OAB News

Cezar Britto assinou hoje termo de adesão à campanha de acessibilidade do Conade.
(Foto: Eugenio Novaes)

OAB assina adesão à campanha de acessibilidade do Conade no Supremo






Brasília, 02/12/2009 - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, assinou hoje (02) o termo de adesão à campanha de acessibilidade lançada pelo Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Conade) na Sala de Sessões da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O termo foi assinado juntamente com a presidente do Conade, Denise Costa Granja, na abertura do seminário "Poder Judiciário e Acessibilidade", que integra a programação do "STF sem Barreiras".

Ao discursar sobre a importância da campanha, Britto ressaltou a relevância das ações focadas na acessibilidade e na garantia de direitos dos deficientes. Ele lembrou que, neste ano, a OAB criou um fundo de assistência para adequar as 27 Seccionais da entidade à acessibilidade. "O Brasil tem uma excelente Constituição e princípios fundamentais, mas é preciso que as leis saiam do papel e ganhem as ruas", afirmou Britto. Integraram a mesa do evento ao lado de Britto e Denise Granja, o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes; o ministro José Dias Toffoli, também do STF; o ministro Ari Pargendler, do Superior Tribunal de Justiça; o presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, Jirair Aram Meguerian; e o desembargador Ricardo Tadeu da Fonseca, do TRT do Paraná - que foi o primeiro juiz com a deficiência a tomar posse no Brasil.




Fonte: OAB/Federal


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Estagiários poderão receber vale-transporte


Os estagiários também terão direito a receber o benefício do vale transporte durante o período do estágio, a exemplo de todos os trabalhadores brasileiros com carteira assinada.

Projeto nesse sentido (PLS 216/06) foi aprovado hoje pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde recebeu decisão terminativa.


O autor do projeto é o senador Geraldo Mesquita Junior (PMDB-AC).


Da Redação / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)



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Magistrados participam de curso nos EUA


Divulgação CURSO – Magistrados mineiros participam de curso nos Estados Unidos sobre o Judiciário naquele país
CURSO – Magistrados mineiros participam de curso nos Estados Unidos sobre o Judiciário naquele país
A Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos (EUA), recebe, em dezembro, magistrados brasileiros para ministrar curso sobre o Judiciário nesse país. Dentre eles, cinco são de Minas Gerais, selecionados pela Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef). Entre os magistrados, está a desembargadora Márcia Milanez que é coordenadora do Centro de Estudos Jurídicos Ronaldo Cunha Campos. Ela foi indicada para chefiar e representar a Delegação de Minas no referido Curso, conforme autorizado pela Corte Superior.

Fazem parte, ainda, os juízes Marcelo Piragibe, Delvan Barcelos Júnior, Saulo Versiani Penna e a juíza Eveline Félix. Os magistrados estão colhendo informações para, depois, transmiti-los aos colegas.

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Amagis tem novo presidente



O juiz Bruno Terra Dias foi eleito, ontem, 1º de dezembro, presidente da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis), para o triênio 2010/2012, com 873 votos. O total de votos válidos foi de 1252. Também foram apurados 12 brancos e 3 nulos. Essa foi a eleição com o maior número de votantes na história da Amagis. A chapa "Magistratura Participativa e Independente" venceu na capital e no interior e Bruno Terra foi eleito com o apoio integral do atual presidente, Nelson Missias. 

Trajetória 

Natural de Belo Horizonte, o juiz Bruno Terra Dias bacharelou-se em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais, em 1985. Exerceu as funções de advogado, delegado e promotor de Justiça no Estado de Minas Gerais. Ingressou na Magistratura em 1990 e atuou nas comarcas de Espinosa, Raul Soares, Januária, Ubá e Montes Claros. Hoje, é titular da 22ª Vara Cível de Belo Horizonte e, ainda, exerce o cargo de vice-presidente de Saúde da Amagis. 
Bruno Terra Dias também lecionou Direito na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais de Ubá, na Faculdade de Direito Santo Agostinho, em Montes Claros, e na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). 

Diretoria eleita 

Presidente: Bruno Terra Dias, vice-presidente Administrativo: Herbert Carneiro, vice-presidente Financeiro: Luiz Audebert Delage Filho, vice-presidente de Saúde: Luiz Carlos Rezende e Santos, vice-presidente do Interior: Antônio Carlos Parreira, vice-presidente Sociocultural-Esportivo: Maurício Torres Soares, vice-presidente de Aposentados e Pensionistas: Tibagy Salles Oliveira, diretora secretária: Maria Luiza Santana Assunção, subdiretora secretária: Ivone Campos Guilarducci Cerqueira. 



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Ilícitos concorrenciais







O professor Paulo Casagrande apresenta os conceitos introdutórios do direito concorrencial no programa Saber Direito, exibido pela TV Justiça. Entre outros destaques das aulas estão os principais elementos da tipificação dos ilícitos concorrenciais, bem como dos principais exemplos desses ilícitos, tais como cartéis, preço predatório, venda casada. O programa mostra alguns questionamentos que envolvem o assunto: qual a relação do direito concorrencial com as regras de defesa do consumidor? O ...
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STF






Time:
49:02



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Ivan Lessa: Sartre e os crustáceos


Sartre é meu filósofo favorito. São aqueles olhos.Um pra lá, outro pra cá. Como se tentando observar seu lugar no mundo a um ângulo de 360º.

Quanto a seus escritos filosóficos, nunca entendi nada. O mundo parece ter chegado à mesma conclusão que eu cheguei quando me vi cercado por todos os lados pelo O Ser e o Nada. Hoje em dia, ninguém o lê, ninguém leva a sério sua filosofia, ninguém se dispõe a enfrentar sua caudalosa prosa penserosa.

O Tomo I da Crítica da Razão Dialética me era, e continua a ser, profundamente simpático. Tanta palavra bonita correndo de um lado para outro sem saber direito o que fazer. Direitinho como eu, quando era lateral esquerda do Dínamo, no futebol de praia. Parafraseando sua frase mais célebre, eu, como Sartre, estava condenado à liberdade. Só que com uma ressalva: a liberdade só era válida para o ponta direita que eu tinha a tarefa de marcar.

Brevemente, no entanto, Jean-Paul Sartre voltou aos noticiários por estes dias. Nada a ver com uma releitura de seus ensaios ou suas incursões no romance e no teatro. Também já passou a época dos futricos a respeito de sua vida - ou arranjo amoroso - com a igualmente autora de difícil leitura (ao menos para mim), Simone de Beauvoir.

Não, não. Nada a ver com existencialismo, marxismo, fenomenologia, ontologia ou epistemologia. Sem "ismos", sem "ias". É que chegou ao conhecimento público que esse grande pensador, segundo dizem, do século passado foi perseguido pela avenida Champs Elysées abaixo por lagostas gigantes.

Vale a pena notar mais um território desbravado por Sartre. O fato, por assim dizer, deu-se em 1935, quando pouquíssimas ou nenhuma pessoa no mundo se viu perseguida por lagostas gigantes, de mais de um metro e meio digamos. Sartre, quando narrava o episódio, costumava às vezes se referir aos crustáceos como caranguejos gigantes. Coisa que eu e você, companheiro, jamais faríamos. Nisso que dá ter aqueles "zoiões" enviesados.

Podemos acreditar na narrativa sartreana, confidenciada inclusive a outro filósofo ainda mais incompreensível do que ele, Lacan? Podemos, claro que podemos.

O que houve foi que no mesmo ano em que Aldous Huxley experimentou a mescalina, 1935, Sartre, do outro lado do Atlântico fez o mesmo. Não se sabe quem influenciou quem, se influência houve. A experiência do romancista britânico resultou num livro muito popular, As Portas da Percepção, que acabou inclusive influenciando toda uma geração de desocupados nos anos 60. Sartre não influenciou nada nem ninguém. A não ser que Jacques Lacan tenha escrito toda sua esotérica obra filosófica baseado na poderosa droga alucinógena.

Num trecho de um livro publicado ainda agora por John Gerassi, Conversando com Sartre, Jean-Paul, inusitadamente para ele, é claro e lúcido em sua narrativa explicativa:
"É, depois que eu tomei mescalina comecei a ver caranguejo em torno de mim o tempo inteiro. Eles me seguiam por tudo quanto é parte. Nas ruas, na sala de aula... Eu acordava de manhã e ia logo dizendo 'Bom dia, meus queridos, dormiram bem? Oquêi, gente boa, agora nós vamos para o colégio...' e eles ficavam por lá, à volta de minha mesa, quietos, sem se mexer, até que a sineta tocasse anunciando o fim da aula."
Sartre, anos depois, sempre se referindo aos seus companheiros crustáceos ora como lagostas, ora como caranguejos, admite para Gerassi que neles encontrou inspiração e confessa - e é aí que eu me reconcilio com toda a obra que não li do filósofo de Saint-Germain-des-Prés - que, embora nunca tenha confessado para ninguém, ele sente falta deles. E finaliza com a seguinte consideração:
"Me lembro como eles costumavam ficar sentadinhos em minha perna."


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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

MILITAR. EXCLUSÃO. CORPORAÇÃO.


In casu, o recorrente foi processado administrativamente no conselho de disciplina da Polícia Militar, em razão da prática dos atos descritos nos arts. 179, 299, 301 do CPM (resistência, desacato e desobediência) e, por isso, foi excluído das fileiras da Polícia Militar estadual. Impetrou mandamus contra tal ato, o qual foi denegado no TJ. Contudo, verificou a Min. Relatora não constar dos autos ter sido o processo administrativo enviado ao conselho de Justiça Militar para homologação prévia, em obediência ao art. 100, § 7º, da Constituição estadual, norma de obrigatória observação no âmbito daquele processo administrativo. Assim, aponta que a Administração militar não atentou ao conteúdo da norma constitucional estadual para que ao recorrente possa ser assegurado o direito do devido processo legal. Também destacou ser inadmissível sessão secreta sem a presença sequer do defensor ou do acusado, para deliberar a exclusão do recorrente dos quadros da Polícia Militar. Para a Min. Relatora, nesse ponto, há violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa. Ressaltou que houve falta de razoabilidade na aplicação da pena ao recorrente e que o ato praticado da forma descrita não poderia levar a tão grave condenação. Ante o exposto, a Turma deu parcial provimento ao recurso para anular o procedimento administrativo no âmbito do Conselho de Disciplina da PM, desde a sessão que deliberou sobre o parecer final, assegurado ao recorrente e seu defensor participar da nova sessão. Ainda determinou a reintegração do recorrente, com todos os direitos do cargo a partir da impetração. Precedentes citados do STF: RE 148.304-MG, DJ 12/5/1995; do STJ: AgRg no RMS 22.708-PE, DJ 12/3/2007; RMS 11.315-GO, DJ 11/12/2000; RMS 27.291-PB, DJe 30/3/2009; RMS 10.731-BA, DJ 16/8/1999, e RMS 15.940-BA, DJ 8/3/2004. RMS 19.141-GO, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 17/11/2009.




Conciliação: coletiva com imprensa na 6ª(4/12)



Coletiva com a imprensa e assinatura de convênio entre o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e o Governo de Minas para agendamento de audiências do Juizado de Conciliação nos Postos PSIU/UAI marcam a abertura da 4ª Semana da Conciliação do Tribunal de Justiça na próxima sexta-feira, 4 de dezembro. Concedem entrevista coletiva à Imprensa, às 10h, no auditório do Anexo II, rua Goiás, 253, 3º andar, o presidente do TJMG, desembargador Sérgio Resende, e o juiz Paulo Tamburini, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Dados sobre o movimento da conciliação no Estado, bem como os benefícios do acordo para a Justiça serão destacados.

Já a assinatura do convênio com o Executivo será às 18h30, no auditório do Anexo I, rua Goiás, 229. A iniciativa vai permitir que interessados em evitar processos judiciais e resolver conflitos de forma gratuita e rápida agendem audiências nos Postos PSIU/UAI. Também nesse evento, os conciliadores dos Juizados de Conciliação, que trabalharam voluntariamente durante o ano de 2009, serão homenageados.

O ponto forte da Semana da Conciliação serão os mutirões de audiências, a serem realizados de 7 a 11 de dezembro, em Belo Horizonte e nas comarcas do interior. Cerca de 120 comarcas, envolvendo 200 varas, aderiram ao movimento idealizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além da Justiça Comum, participam da Semana as Centrais de Conciliação, os Juizados Especiais, os Juizados de Conciliação e a Central de Conciliação de Precatórios (Ceprec) do TJMG. Cerca de 11.000 audiências já foram agendadas na Justiça Comum e nos Juizados Especiais. Os resultados da 4ª Semana da Conciliação serão divulgados, diariamente, no Portal TJMG.

Ações de conciliação

As audiências de conciliação já fazem parte da agenda diária dos juízes, sendo realizadas durante todo o ano. No entanto, no mês de dezembro, o esforço é concentrado, mobilizando, ao mesmo tempo, os tribunais de todo o País.

Outras ações também foram realizadas ao longo de 2009, com o objetivo de divulgar os benefícios do acordo. Dentre elas, a Semana Especial da Conciliação/Meta 2, onde foram conciliados processos distribuídos até dezembro de 2005, a realização de concursos abordando o tema e a premiação das comarcas que mais se destacaram na Semana da Conciliação de 2008.

Também foi realizado encontro com instituições parceiras - Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MG), dentre outras, visando discutir estratégias de divulgação da Semana. Na oportunidade, o TJMG fez algumas solicitações para garantir a eficaz realização das audiências.


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Cooperação espacial e incremento comercial


Depois de participar da Cúpula Ibero-americana em Estoril (Portugal), nesta segunda-feira (30/11), o presidente Lula chega à Ucrânia, acompanhado de missão empresarial. Integram a comitiva presidencial os ministros Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Nelson Jobim (Defesa) e Sergio Rezende (Ciência e Tecnologia), além do embaixador Antonio de Aguiar Patriota, secretário-geral das Relações Exteriores.


O presidente Lula foi convidado pelo presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, com quem manterá encontro privado ainda nesta terça-feira (1/12). No dia seguinte terá reunião de trabalho com Yushchenko e a primeira-ministra ucraniana Yulia Timoshenko. Ainda na quarta-feira o presidente Lula participará do encontro empresarial Brasil-Ucrânia: Novas Fronteiras de Negócios, que contará com cerca de 50 empresários brasileiros e 150 ucranianos. O intercâmbio comercial entre os dois países chegou a US$ 1,18 bilhão no final do ano passado, tendo crescido mais de 350% de 2003 a 2008.


A agenda bilateral inclui discussão sobre a cooperação espacial, com a reafirmação do compromisso de Brasil e Ucrânia de fazer em 2010 o primeiro vôo de qualificação do veículo de lançamento de satélites Cyclone-4, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, no Rio Grande do Norte.



Blog do Planalto

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